FOTO KIRLIAN em São João Del Rei

Homeopatia

Uma visão moderna e atual da homeopatia

UMA MEDICINA BIOENERGÉTICA?

Por Dr. António Marquês – Médico Naturólogo

1. CONCEITO DE MEDICINA ALOPÁTICA:

Todos nós, desde a mais tenra idade, sempre ouvimos falar de Medicina, mas o que não sabíamos é que estávamos falando de um tipo de Medicina, ou seja, da Medicina Alopática.

Mas o que é isso, na realidade?

Que Medicina é essa?

Por razões culturais, até já falamos e utilizamos somente a palavra Medicina quando nos referimos a um tipo especial de Medicina, ou seja, a Medicina Alopática.

Muitas pessoas chegam mesmo até a dizer Medicina Clássica, referindo-se a esse tipo particular da Arte/Ciência de curar.

Ela está totalmente baseada na Bioquímica e na Anatomofisiologia e é a única ensinada, atualmente, em nossas Universidades Oficiais, tanto governamentais quanto particulares, em todo o mundo, principalmente, no Ocidente.

Segundo a Doutrina Alopática, que norteia esse tipo de Medicina, quem fica doente são os órgãos, os tecidos e as células, e nunca a pessoa.

Na fase clínica (ou funcional), uma vez detectada a doença, por apalpação, auscultação, exames laboratoriais, etc, uma vez codificados os sintomas na semiologia (o ato de saber interpretar as doenças através dos sintomas e dos exames acima mencionados), esses estados mórbidos encontram-se na fase funcional, ou seja, estão ocorrendo perturbações no funcionamento de um determinado órgão, o qual é diagnosticado, pelos médicos alopatas, como um órgão doente, desorganizado, em más condições de funcionamento.

Uma vez localizado o órgão doente, o médico alopata receita um medicamento químico que vai atuar no agente patogênico ou, então, na bioquímica daquele órgão, buscando com isso corrigir o problema.

Na fase da doença propriamente dita, ou seja, na fase lesional, os exames macro e microscópicos permitem detectar o tamanho da lesão já sofrida no corpo denso celular do órgão em questão. Nestas circunstâncias, em muitos casos, conforme o tamanho da lesão, é preferível a cirurgia, onde o órgão é extirpado, no todo ou em parte.

Porém a cirurgia não repõe o equilíbrio das perturbações de natureza bioenergética do paciente, pela simples razão de que a Doutrina Alopática desconhece a existência da bioenergia e só se preocupa com a parte bioquímica e anatomofisiológica.

Por esse motivo, na grande maioria dos casos, o paciente continua a sentir os mesmos sintomas que sentia, antes da realização da cirurgia.

Mas só existiria esse tipo de Medicina?

Não!

Vamos, agora, abordar outra maneira de se encarar a realidade humana, não só através da bioquímica ou da anatomofisiologia, mas também a partir do ser humano como um todo e como um organismo que se rege por fatores bioenergéticos, principalmente pelos fatores bioenergéticos, como passaremos a demonstrar.

2. NATUREZA BIOENERGÉTICA DO SER HUMANO:

De uma maneira geral, podemos descrever fisicamente (materialmente) o ser humano desta maneira:

CORPO => ÓRGÃO => TECIDO => CÉLULA => CROMOSSOMA => GENES => MOLÉCULAS => ÁTOMOS

Como todos nós sabemos, os genes, são compostos de átomos de oxigênio, hidrogênio, nitrogênio e carbono. Esses átomos são os constituintes das moléculas de ADN (ácido desoxirribonucléico) e a reunião dessas moléculas de ADN é que são os genes.

Chegamos, assim, aos menores elementos constituintes do ser humano.

Eles são os portadores da memória genética (hereditária), a qual irá determinar a constituição orgânica – inclusive a aparência física – e o temperamento de uma pessoa.

A constituição do ser humano, segundo a moderna visão de uma das mais recentes subdivisões da Medicina Clássica, é considerada como sendo psicossomática, ou seja, etimologicamente, do grego, PSICO (vem de PSIQUÊ => Yke = MENTE) e SOMÁTICO (vem de SOMA => Soma = CORPO).

Assim, é como se juntássemos um prefixo a um sufixo, ou seja, formássemos uma palavra nova, talvez muito bonitinha, mas, segundo a Medicina Alopática tradicional, completamente vazia de sentido e de conteúdo, ou seja, aceitar como existente, uma unidade que, na realidade, não existe – o psiquismo. Essa é a maneira como a Medicina Alopática considera o psicossomatismo, ou seja, uma coisa que não existe!

Mas, afinal, existiria, na realidade, essa unidade, o psiquismo?

Em segundo lugar, se existir o psiquismo, onde estaria?

HAHNEMANN, há aproximadamente 180 anos, postulou especulativamente a existência de uma FORÇA VITAL para explicar a existência dessa unidade. Mas essa especulação de Hahnemann podia ser entendida como tendo uma certa conotação metafísica e, por esse motivo, foi desprezada pela doutrina médica vigente, de fundo marcadamente racionalista, materialista, mecanicista e totalmente contrária à Metafísica.

Modernamente, vários experimentos científicos levaram-nos à conclusão de que existe uma espécie de energia, uma energia biológica, que integra, constitui e auto regula todos os fenômenos fisiológicos e psicológicos no ser humano. Até já a denominamos de bioenergia, que é física, mensurável, detectável e demonstrável pelo instrumental adequado.

Seria essa bioenergia, a Força Vital de que Hahnemann havia suspeitado mas que não podia provar – por absoluta falta de instrumental adequado (até mesmo inadequado), na época em que viveu? Talvez…

Talvez tenha tido, naquela época, um lampejo de intuição, muito característica dos grandes sábios…

Vejamos, então, como se origina essa bioenergia e como ela age num organismo vivo, mais especialmente num ser humano.

Segundo a Física Atômica, os elétrons, deslocando-se em torno do núcleo atômico, produzem um campo eletromagnético. Assim, todos os corpos materiais do Universo, se forem compostos de átomos, lógica e forçosamente, deverão possuir um campo eletromagnético.

Mas acontece que todos os corpos materiais são compostos de átomos, inclusive os corpos dos seres humanos e todos os seus componentes.

Somente não enxerga essa verdade tão contundente, quem realmente não deseja enxergar, pelos mais diversos motivos, principalmente em razão do preconceito e do paradigma vigente, na atualidade, na área das Ciências Biológicas.

Como se inicia todo o processo bioenergético?

Todo ser vivo – especialmente no caso dos animais, inclusive o ser humano – tem início no exato momento em que um espermatozóide fecunda um óvulo.

Mas vamos examinar, mais detalhadamente, o que acontece, em nível subatômico, mais especificamente, na área eletrônica.

Tanto o nucléolo do espermatozóide quanto o nucléolo do óvulo possuem os genes, masculinos e femininos, respectivamente.

Tanto o espermatozóide quanto o óvulo possuem – por serem compostos de átomos – campos eletromagnéticos específicos e característicos de cada um deles.

No momento exato da fecundação, ou seja, no momento exato em que os genes das partes masculina e feminina se fundem, há também uma fusão dos seus respectivos campos eletromagnéticos que, de agora em diante, já será um campo eletromagnético individual, resultante da adição dos campos eletromagnéticos individuais anteriores.

E isso pode ser medido, tanto em Laboratório quanto por qualquer um, desde que se possua o instrumental adequado.

E essas medições já foram feitas, estão sendo feitas, e até mesmo fotografadas, conforme veremos mais adiante.

Quero deixar bem claro que isso não se trata de mera especulação e sim de fato científico já inteiramente constatado, medido e comprovado, o que já não pode dar margens a qualquer contestação, tanto por parte de fanáticos quanto por parte de indivíduos totalmente desinformados – alienados, portanto.

A partir de então, esse dois campos em fusão, darão origem a uma nova unidade individual energética que vai dirigir e controlar todo o processo vitalizador, estruturador e auto-regulador do processo oncogênico (o processo que determina as transformações complexas e sucessivas) das fases de segmentação, gastrulação e embriogênese do novo ser.

Nasce, então, neste preciso instante, o campo energético – bioenergético individual – que vai comandar todo o processo vital, daquele exato momento, até a morte daquele indivíduo.

A esse campo energético damos o nome de campo bioenergético e à energia nele envolvida, de bioenergia.

Seria possível determinar-se o tempo gasto na fusão dos dois campos energéticos para a produção do campo bioenergético?

Sim!

Quem nos fornece essa resposta é a Física Quântica, uma das divisões da Física Moderna.

Segundo a Física Quântica, um elétron quando salta de um orbital de nível superior para outro de nível inferior, em dez bilionésimos de segundo, libera um fóton, ou seja, um quantum de luz, a menor quantidade de luz possível de existir independentemente, no Universo.

Ora, quando ocorre uma fusão de campos eletromagnéticos, os elétrons dos átomos formadores dos núcleos materiais de ambos os campos, no momento exato da fusão, são excitados e liberam, cada um deles, uma grande quantidade de fótons, em dez bilionésimos de segundo.

Então, seguindo-se esse raciocínio, a fusão dos campos energéticos que deram origem à bioenergia, dá origem, também a uma grande emissão de fótons.

Como já estamos a falar de bioenergia, esses fótons emitidos pelo campo bioenergético, poderão, por conseqüência, ser chamados de biofótons.

Como o campo bioenergético controla todo o processo oncogênico, as informações que os genes – tanto masculinos quanto femininos – traziam, agora, são por ele controlados a partir do núcleo da célula-ovo, originando-se, nesta célula, a quantidade de cromossomos inerentes a cada espécie, no presente caso, 46, o número de cromossomos que caraterizam a espécie humana. De igual maneira, também serão por ele controladas todas as demais informações que caracterizarão a individualidade fisiológica e psicológica do novo ser humano que viverá, nos próximos 60 ou 70 anos, talvez mais, talvez menos…

Uma coisa importantíssima, entretanto, tem que ser levada na mais alta consideração e jamais deverá ser esquecida, ou seja, como o campo bioenergético é um campo energético, ao se formar, ele é influenciado por todos os diversos tipos de energia externos (inclusive as influências cósmicas, tais como os diversos campos eletromagnéticos externos, campos gravitacionais, etc) ao processo – óvulo/espermatozóide – o que pode provocar, em alguns casos especiais, alguma tipo de anomalia na disposição energética do campo bioenergético que está sendo gerado e, por conseguinte, naquilo que ele controla e vai continuar controlando, ou seja, os próprios genes e, por conseqüência, em toda a formação – e na própria vida futura, ou em determinados aspectos dessa vida futura, em todos os sentidos, tanto fisiológicos quanto psíquicos – do indivíduo que acabou de ser gerado e está pronto a iniciar a grande aventura que é a Vida.

A partir desta célula-ovo, vitalizada, estruturada e auto-regulada pelo campo bioenergético recém-formado, inicia-se a segmentação.

Segmentação:

É o processo de divisão celular do ovo (ou célula-ovo) que se inicia a partir de uma divisão do mesmo em duas partes, em seguida, em quatro partes, a seguir em oito partes, em dezesseis, trinta e duas, sessenta e quatro, cento e vinte e oito, etc, sempre duplicando, até a formação da mórula, ou seja, uma espécie de esfera embriogênica, nesta fase anterior à fetal.

Gastrulação:

É a segunda fase da embriogênese na qual se forma a gástrula, ou seja, o ectoderma (o que virá um dia a ser a parte externa da pele), o mesoderma (tecido intermediário daquilo que um dia será a parte intermediária da pele) e o endoderma (tecido interior daquilo que um dia será a parte interior da pele).

A gástrula possui uma espécie de boca chamada blastômero.

Para melhor compreendermos o que seja a gástrula, diremos que ela possui uma face anterior e outra posterior.

Na face anterior, desenvolver-se-ão os órgãos digestivos e, na face posterior, desenvolver-se-ão o Sistema Nervoso Central, Espinal-medular e Periférico.

SPEMANN, médico e fisiologista, em 1935, recebeu o Prêmio Nobel por haver realizado o seguinte experimento:

“Retirou um pedaço de tecido do lábio posterior do blastômero e implantou-o na zona frontal da gástrula. Verificou-se, então, que na zona onde, naturalmente, se desenvolveriam os órgãos digestivos, desenvolveu-se, aí, tecido nervoso.

Após diversos outros experimentos semelhantes, chegou-se à conclusão de que, naquele tecido nervoso, encontrava-se uma espécie de campo bioenergético que controlaria e regularia toda a programação para o desenvolvimento de cada célula, tecido e órgão do novo organismo. A este campo regulador e controlador, foi dado, por Speman, o nome de campo vitalizador.”

Fica fácil, então, para nós, entendermos e concluirmos – ainda que a priori – que o campo bioenergético formado no momento da fecundação é quem, na realidade, vitaliza, estrutura, auto-regula, programa e controla todas as fases do desenvolvimento celular do futuro organismo, a partir do nível subatômico.

Com isso, fica cabal e definitivamente comprovada a evidência de tudo aquilo que foi afirmado no começo, com relação ao campo bioenergético.

Caímos, então, na célebre discussão da causa e do efeito, com relação à unidade do ser humano.

Portanto, o fator causador – a causa – da unidade psicobiofísica do ser humano, como podemos concluir de tudo o que acima foi exposto, está no campo bioenergético que, sendo energia, controla todo o organismo psicobiofísico, a partir da dimensão subatômica, molecular, celular, etc.

O psicossomatismo, então, como fica fácil de se deduzir, é uma conseqüência do campo bioenergético.

Podemos, então, declarar que o campo bioenergético é a causa (essência) e o psicossomatismo é o efeito da ação deste campo sobre os demais componentes do organismo e não o contrário, conforme apregoa a Medicina Alopática.

Pessoalmente, chego mesmo até a conceder que a bioenergia poderia ser o “vice-rei” daquilo que Platão chamou de alma, Kardek chamou de espírito, Hahnemann chamou de força vital e os psicobiofísicos estão a chamar de Modelo Organizador Biológico.

3. HOMEOPATIA – A MEDICINA BIOENERGÉTICA:

Como tudo, no Universo, o Campo Bioenergético sempre está sujeito às mais diversas situações e interações – influências exteriores a ele, de qualquer natureza – o que, às vezes, faz com que funcione mal ou apresente anomalias.

Essas situações anômalas refletir-se-ão, como é fácil de se perceber, no funcionamento da parte psico-fisiológica do organismo – o corpo e a mente – o que, em outras palavras, de uma maneira mais popular, chamamos de doenças ou enfermidades e, em termos técnicos, de patologias.

Como já vimos no início, a Medicina Alopática propõe-se a tratar apenas da parte material, ou seja, do órgão afetado. Mais uma vez, a Alopatia volta-se para os efeitos, talvez por fazer questão cerrada de desconhecer as causas. Trata – ou procura tratar – do órgão, mas não trata da causa primária de tudo, ou seja, da anomalia existente no Campo Bioenergético, anomalia essa, que, em última análise, é a causa primeira do estado patológico, qualquer que seja ele.

A Medicina Homeopática é justamente aquela que busca tratar da causa primeira, ou seja, do Campo Bioenergético, sendo, por este motivo, por mim chamada de Medicina Bioenergética.

De acordo com o que preconiza a Medicina Homeopática, toda e qualquer doença tem as seguintes fases:
a. Bioenergética
b. Biológica
c. Funcional
d. Lesional (lesão)
e. Morte

 

a. FASE BIOENERGÉTICA:

O ser humano, no seu dia-a-dia, recebe energia de diversas fontes – alimentação, respiração, luz solar, energia cósmica, etc – para manter-se vivo.

Além de receber energias de diversas origens, recebe, também, diversas agressões, provenientes do próprio relacionamento social, da poluição ambiental – em todos os níveis – das alterações alimentares, climáticas, cósmicas, etc. Por esse motivo, o ser humano entra numa fase de choque e o seu campo bioenergético é perturbado, provocando um desequilíbrio psico-emocional, como conseqüência dessa perturbação. Em razão disso, surgem diversas situações mórbidas, tais como, raiva, revolta, ansiedade, fobias, histeria, insônia, depressão, etc.

É aí, então, nesta situação de desequilíbrio e de perturbação do campo bioenergético, que vamos encontrar a causa primeira de todos os futuros males de que sofrem os seres humanos – se a este nível de manifestação não forem tratados, no momento oportuno.

Em outras palavras, o desequilíbrio, por perturbação do campo bioenergético é a causa primeira de todas as doenças.

Nesta fase, o desequilíbrio do campo bioenergético provoca, no organismo, a desorganização psico-neuro-hormonal.

Esta desorganização provocará a emissão de ordens erradas às células dos diversos órgãos-alvo.

A potência biopsicoenergética diminuiu, desvitalizando, assim, as funções do comando cerebral.

A partir do comando cerebral desvitalizado, surgem alterações nos impulsos eletronervosos e na segregação hormonal das glândulas endócrinas.

O cérebro e as glândulas endócrinas são, em última análise, a nível fisiológico, os órgãos de comando do organismo.

Estando em disfunção (agindo de maneira errada), os órgãos de comando enviam para as células dos órgãos-alvo (por eles regulados) informações erradas.

Nesta fase de perturbação bioenergética, os órgão de comando e os órgãos-alvo entram numa hipofunção (função abaixo do normal) e ficam, assim, criadas as condições propícias para as perturbações biológicas, tanto internas quanto externas.

Nesta fase, surge o impetigo, eczema, febre de feno e alergias, nas crianças e nos adolescentes.

Chegada à idade adulta, surgem as bronquites, as pleurisias, as pneumonias e a fraqueza do aparelho respiratório ao bacilo da tuberculose.

Surge, assim, aquilo que Hahnemann batizou de diátase tuberculínica, uma conseqüência da supressão da psora (reação orgânica que evita e combate às doenças – imunologia – fase da “doença latente”) no adulto. Pode, também, surgir na criança, em alguns casos.

Homeopática e historicamente, esta é a fase psórica, conforme Hahnemann a batizou.

É a fase de desindução, conforme prefere nomeá-la o Dr. Roberto Costa, médico homeopata brasileiro, residente em Curitiba.

Fase de hipofunção, como prefiro nomeá-la.

É a fase da “doença latente”.

b. FASE BIOLÓGICA:

É a fase de hipofunção bioenergética provocando as alterações biológicas nas células.

Como todas as células são compostas por uma mistura de água, fluidos orgânicos, sais minerais, proteínas, lipídios, enzimas, etc, este “caldo” nada mais é do que um fabuloso líquido eletrolítico (bom condutor de eletricidade).

Em virtude disso, ocorrem passagens iônicas no próprio interior da célula, bem como do exterior para o interior e vice-versa.

As informações (e/ou instruções) que os órgãos de comando enviam aos órgãos-alvo, são enviadas através dessas correntes iônicas, ou, em outras palavras, essas informações, na realidade, nada mais são do que impulsos elétricos – já medidos e fartamente comprovados – e são transmitidos de célula para célula, através desse fabuloso líquido eletrolítico.

Uma das correntes iônicas mais importantes no contexto celular é a chamada bomba sódio-potássio que é responsável pelo efeito osmótico da célula.

As alterações iônicas da bomba sódio-potássio provocam o desequilíbrio elétrico na passagem dos impulsos elétricos e, como conseqüência imediata, surge um desequilíbrio biológico nas células e, por esse motivo, é alterado o anabolismo celular, ou seja, a célula não é devidamente alimentada e, em conseqüência, enfraquece por perda de potencial bioenergético.

Em outras palavras, há uma materialização (passagem da fase energética para a fase orgânica) da perda psicobioenergética.

c. FUNCIONAL:

A célula entra numa fase de desorganização de suas funções, não realizando a contento sua função anabólica, ou seja, perde a capacidade de nutrir-se, de transformar os nutrientes provenientes da alimentação em energia e libertar-se das substâncias não nutritivas (catabolismo), o que provoca uma intoxicação.

Assim, a célula começa a ficar sobrecarregada de substâncias nocivas – ou seja, fica intoxicada – e, em conseqüência, começa a ficar incapacitada para desenvolver as suas funções metabólicas e para cumprir as suas tarefas vitais, a contento.

Nesta fase, a bioenergia entra em hiperfunção (função acima do normal).

É a resposta da capacidade vital diminuída da célula para libertar-se das substâncias que lhe são estranhas e/ou nocivas – desintoxicação.

As pessoas, nesta fase de desequilíbrio, apresentam, muitas vezes, condilomas (hiperplasias) de que são exemplo os furúnculos, verrugas e qualquer saliência na superfície da pele.

Isto significa que a força curativa da bioenergia está a defender o equilíbrio vital dos órgãos internos e importantes para a vida.

Caso esta ação bioenergética curadora, que sempre se inicia de dentro para fora – segundo a Lei de Herig – seja suprimida, pode resultar, nesta fase, em processos reumatológicos, alterações genitais, anais, congestões circulatórias, incapacidade dos emuctórios (órgãos de libertação, tais como, rins, intestinos, pulmão, etc.), infecção e intumescimento do sistema retículo-endotelial (sistema imunitário) que fica bastante debilitado.

Historica e homeopaticamente, segundo Hahnemann, corresponde à fase sicótica que é uma diátase, ou seja, fraqueza orgânica hereditária ou congênita, que predispõe o indivíduo a contrair doenças.

Segundo o Dr. Roberto Costa, é a fase da hiperindução.

Segundo minha classificação, é a fase de hiperfunção.

Nesta fase, já encontramos a doença crônica materializada.

d. LESIONAL:

Lesão significa doença instalada.

Nesta fase, encontramos graves alterações histológicas (no tecido do órgão).

Ocorre a morte de inúmeras células e, por conseguinte, de algumas partes do órgão afetado. Por esse motivo, o órgão fica parcialmente inapto para realizar suas funções vitais.

Muitas vezes, quando já existem tumores e estes vão aumentando de tamanho, começam a comprimir outros órgãos adjacentes, afetando suas funções normais.

Perante tal condição, torna-se necessária a intervenção cirúrgica, ocorrendo, assim, a necessidade de se apelar para a Medicina Alopática – recurso extremo, para se salvar uma vida.

Mas nunca devemos esquecer o fato de que a essência do ser humano é bioenergética. Assim sendo, em última análise, toda e qualquer lesão (doença já instalada e manifestada) é apenas a conseqüência da falta de tratamento em qualquer uma das fases anteriores.

Exatamente por esse motivo, após a cirurgia, as perturbações preexistentes no campo bioenergético podem continuar – e habitualmente continuam – manifestando-se como dores e/ou disfunções diversas. Este fato pode também ser comprovado, de maneira simples e barata, através das Fotos Kirlian.

Tive em mãos, Fotos Kirlian de pessoas cancerosas cujos órgão lesionados haviam sido extirpados e o sinal correspondente ao câncer continuava a aparecer no halo bioenergético.

Isso, além de comprovar tudo o que já temos afirmado até o presente, indica que as metástases continuam ativas, mesmo após a cirurgia.

Eliminou-se o efeito e não a causa.

Depois do “caldo entornado”, só nos resta mesmo a cirurgia.

Mas, logo após essa medida extrema, a homeopatia (ou medicina bioenergética) tem um grande papel a desempenhar no integral restabelecimento da saúde do convalescente.

No entanto, a homeopatia poderia ter sido utilizada bem antes da cirurgia e até mesmo tê-la evitado.

Mas teria que ser aplicada antes de que se tivesse chegado a tal estado de agravamento da situação, pois, depois de certa fase, não há mais jeito.

Depois que o “caldo já entornou”, paciência…

Nesta fase evolutiva da doença, encontramo-nos naquilo que, em homeopatia é conhecido como diátase sifilítica (destrutiva – cancerígena).

Nesta condição patológica, não há órgãos completos e em perfeito funcionamento, isto é, órgãos intactos, que não estejam lesionados.

Desta diátase suprimida surge a diátase destrutiva (câncer).

A existência do câncer também pode estar relacionada com a diátase sicótica.

A diátase destrutiva (câncer) ou os seus predisponentes pode ser muito bem observada através das Fotos Kirlian.

A blenorragia, patogenia da diátase sicótica, poderá ser também observada através das Fotos Kirlian.

Qualquer uma dessas diátases, que podem ser observadas nessas Fotos Kirlian, foram reconhecidas como tal nas minhas relações de pesquisa com os Drs. Grott, em Curitiba, quando da minha estada naquela Cidade, de setembro a novembro de 1991.

Aquele que está com a diátase sifilítica tem medo da noite.

É justamente na hora de ir para a cama que ele mais sofre.

É durante a noite que todos os sofrimentos lhe aparecem. Ele sofre com as sudações, chegando mesmo a piorar com ela.

Nele, tudo é fétido e em decomposição. É um debilitado intelectual, um agligofrênico (que perde a inteligência), vai-se imbecilizando aos poucos, sem o perceber.

Nesta fase, o potencial bioenergético diminuiu bastante ou está quase ausente.

Daí, ser esta fase chamada de anérgica (sem energia).

O Dr. Roberto Costa chamou-a de desindução.

Prefiro chamá-la de disfunção.

e. MORTE:

Acabada a psicobioenergia, cessa a bioenergia, cessa a vibração celular, entra em colapso a estrutura biológica, cessa a auto-regulação, cessa a função, a dinâmica da vida e o corpo, então, começa a entrar em decomposição, enfim, sobrevem a morte.

4. COMO DIAGNOSTICAR PRECOCEMENTE AS DIVERSAS PSORAS

O médico ou o terapeuta naturólogo homeopata encontra nas Fotos Kirlian do dedo polegar, no ponto exato do meridiano da Acupuntura do pulmão, as diátases psora e tuberculínica.

Uma ou outra é identificada nas Fotos Kirlian, de acordo com o estágio em que se encontre, através da observação dos detalhes correspondentes à infecção, conforme a Foto Kirlian tenha sido tirada de um ou outro dedo, cujo meridiano da Acupuntura (de entrada ou de saída) esteja diretamente ligado ao meridiano do órgão correspondente.

Podemos encontrar a psora (doença latente) observando-se os detalhes que aparecem nas Fotos Kirlian correspondentes às infecções subcrônicas ou num estágio mais avançado, crônico, conducente à tuberculose que até, eventualmente, já poderá estar instalada.

O dedo em cuja Foto Kirlian se poderão encontrar esses detalhes, será o polegar.

Podemos detectar a blenorragia observando-se os detalhes que aparecerem nas Fotos Kirlian do dedo anular, ou seja, o dedo do meridiano do Triplo Aquecedor.

É um meridiano que vitaliza os órgãos genitais.

O câncer, ou seja, a diátase destrutiva (ou sua predisposição) vai ser encontrada na Foto Kirlian de um dedo qualquer – especialmente do polegar – cujo meridiano esteja ligado à fraqueza orgânica hereditária ou congênita que predispõe o indivíduo (ou grupo de indivíduos) a contrair esta doença.

5. SINTOMATOLOGIA RESUMIDA DAS DIÁTASES:

Já vimos que existe o Kirliandiagnóstico Homeopático, porém o profissional de saúde que usa a Homeopatia não pode desprezar o método clássico do diálogo com o paciente na observação e captação dos sintomas correspondentes a determinada patogenia.

Neste contexto, pessoalmente, tenho utilizado a sintomatologia resumida, ou seja, os sintomas das doenças anteriores do paciente.

Este pequeno resumo ajuda muito o médico ou o terapeuta naturólogo a criar uma idéia muito precisa do grupo diatásico no qual a pessoa se situa e, inclusive, para determinar quais os meridianos a kirliangrafar.

a. DIÁTASE TUBERCULÍNICA

Quando o paciente apresentar casos ou sintomas de sarampo, sabanhones, adenopatias nas crianças, ataques febris, anemia, catarros repetidos, bronquite freqüente, amenorréia, crescimento rápido para a idade e pleurisia, kirliangrafar o dedo polegar e verificar o meridiano do pulmão.

b. DIÁTASE SICÓTICA:

Quando o paciente apresentar casos, histórico ou sintomas de leucorréia infantil, sudorese das mãos e dos pés, hipersensibilidade às mudanças de tempo e à umidade, mau desenvolvimento intelectual, esterilidade, verrugas, blenorragia, furúnculos, inoculações repetidas e melhora junto ao mar, kirliangrafar o dedo anular e verificar o meridiano do triplo aquecedor.

c. DIÁTASE PSÓRICA:

Quando o paciente apresentar casos, histórico ou sintomas de impetigo, eczema, febre de feno, alergias, asma, alterações mórbidas de toda natureza, palpitações cardíacas, sente-se bem no campo, no ar livre e praticando esportes, kirliangrafar o dedo polegar e o médio e verificar os meridianos do pulmão e circulação-sexo.

d. DIÁTASE SIFILÍTICA (DESTRUTIVA-CANCERÍGENA):

Quando o paciente apresentar casos, histórico ou sintomas de escarlatina, anginas repetidas, subdesenvolvimento físico, atraso mental, crescimento defeituoso, infecções degenerativas, agligofrenia e imbecilidade, kirliangrafar o dedo cujo meridiano esteja ligado aos órgãos que apresentam a fraqueza orgânica hereditária, especialmente o polegar.

Independentemente da sintomatologia patogênica, o kirliandiagnóstico pode mostrar detalhes que indicam predisposição ao câncer, observadas pelos Drs. Grott, kirliangrafando-se o dedo polegar.

4. REMÉDIOS HOMEOPÁTICOS:

 

POLICRESTOS:

São os remédios mais utilizados em homeopatia pela abrangência de seus efeitos, aconselhados habitualmente para efeitos de excitação e suporte do órgão em potências baixas (4ª, 7ª centesimal), para efeitos de drenagem e exsudação (30ª centesimal) e para as perturbações bioenergéticas e psíquicas (200ª, 500ª, 1.000ª centesimal) para efeitos de evolução.

ORGANOTERÁPICOS:

São os remédios homeopáticos feitos da substância do órgão, dinamizada, por exemplo, tecido do fígado, do rim, da supra-renal, dinamizados e aconselhados, habitualmente, em potências baixas para excitação do órgão (4ª e 5ª centesimal), em potências médias para equilíbrio do órgão (7ª centesimal) e em potências altas para freiar o órgão (9ª a 12ª centesimal).

NOSÓDIOS :

São os remédios feitos da substância do agente patogênico dinamizados, por exemplo, bactérias, vírus, colhidos dentre um milhão a três milhões, dinamizados e são aconselhados, correntemente, à 30ª centesimal.

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