FOTO KIRLIAN em São João Del Rei

ALTERAÇÕES KIRLIANGRÁFICAS NA ATIVIDADE DESPORTIVA

Atividade Desportiva – Renato R. Coutinho

Tese de Mestrado Apresentada em 1990

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO APRESENTADA AO CORPO DOCENTE DO CURSO DE MESTRADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA, DA ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA – CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE – UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – 1990

TÍTULO: CONTRIBUIÇÃO PARA O ESTUDO DAS ALTERAÇÕES KIRLIANGRÁFICAS NA ATIVIDADE DESPORTIVA

AUTOR: RENATO EDUARDO CORREIA RIBEIRO COUTINHO – MESTRE EM EDUCAÇÃO FÍSICA

RESUMO:

O presente estudo mostrou as alterações kirliangráficas ocorridas na atividade física. Estas alterações kirliangráficas são as variações bioenergéticas ocorridas durante a aplicação de um estímulo forte, no treinamento de atletas e observadas através das modificações coloridas apresentadas nas fotos. A amostra envolveu vinte atletas de atletismo que foram os sujeitos através dos quais se obtiveram os dados.

Adotou-se como instrumento de medida uma máquina kirlian, modelo 6SL de fabricação nacional padrão Newton Milhomens. Os resultados obtidos no estudo permitiram evidenciar que:

– Sob a ação de um estímulo forte surge a alteração energética (luminosa, colorida).

– Essas alterações são observadas em quase todos os quadrantes do padrão kirliangráfico.

– Nessas alterações a energia alterada se apresenta como se estivesse escapando dos quadrantes.

OBJETIVO DO ESTUDO: Verificar a mudança do padrão energético no aspecto do esquema kirliangráfico, que ocorre com a energia vermelho (yang) durante a aplicação de um estímulo forte, em atletas submetidos a treinamento.

IMPORTÂNCIA DO PROBLEMA: A relevância desse estudo vincula-se à imperiosa necessidade que se tem de mostrar a realidade do conhecimento das alterações bioenergéticas realizadas através da kirliangrafia, na atividade física e no treinamento desportivo. E, que possa servir de referencial teórico/prático para outros pesquisadores desportivos, abrindo assim o leque de possibilidades do emprego da kirliangrafia na atividade física e desportiva.

HIPÓTESE: Acredita-se que um estímulo forte, no treinamento de um atleta, altera as energias observadas na kirliangrafia.

TIPOLOGIA DO ESTUDO: Estudo descritivo, Ex Post Facto, realizado através de uma máquina kirlian, que facilita a observação das variações bioenergéticas ocorridas durante a aplicação do estímulo forte no treinamento desportivo e verificadas através das colorações apresentadas nas fotos obtidas. Para tal fim, usou-se o método comparativo onde foram observados os resultados das kirliangrafias tiradas dos atletas, antes e após o experimento.

AMOSTRA: Foi utilizada uma amostra do tipo aleatória simples, denominada conglomerado ou grupos (MARCONI, 1986, pag.41) por ser rápida e eficiente. Os sujeitos do estudo foram vinte (20) atletas de atletismo do Estado de Pernambuco, filiados ou não a clubes ou federações, mas que estavam comprendidos numa faixa etária de 17 a 23 anos, de ambos os sexos. QUADRO 1.

QUADRO 1. DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO IDADE E SEXO:

QUADRO 1. DISTRIBUIÇÃO DA AMOSTRA SEGUNDO IDADE E SEXO Quadro1

Estes sujeitos foram escolhidos dentro desta faixa etária por serem atletas já em treinamento avançado, participando de competições, suas participações na experiência foram facilitadas por serem atletas submetidos a treinamentos por mais de três anos consecutivos, além disso, foram escolhidos pela disponibilidade de estarem inclinados a se submeterem a essa experiência, dentro de horários e prazos prefixados.

INSTRUMENTAÇÃO: Foi utilizada uma máquina kirlian modelo 6SL desenvolvida por Newton Milhomens. O instrumento já foi testado em outros experimentos com ótimos resultados e a sua fabricação já é industrializada no Brasil e exportada para países europeus e americanos.

COLETA DE DADOS: Foi utilizado somente um grupo de indivíduos, pesquisando-se o assunto proposto no projeto, antes e após o estímulo forte, para se obter a verificação da alteração bioenergética ocorrida. As medidas foram feitas antes e após o período do esforço realizado pelos atletas, no treinamento, individualmente. Essas medidas foram realizadas pelo autor da pesquisa para padronização do protocolo. Obteve-se as medidas durante os períodos de treinamento, fase pré-competitiva e competição, nas pistas de atletismo do Centro Interescolar Alberto Santos Dumont e Derby, Recife, Pernambuco, em três períodos.

O primeiro período em maio/1989, o segundo em agosto/1989 e o terceiro em outubro/1989, obedecendo às seguintes etapas:

1) Pediu-se aos atletas que fizessem um relaxamento antes de realizar a experiência. Os atletas ficaram deitados no gramado em decúbito dorsal, sem fazer movimento até conseguir ficar em total relaxamento corporal e, respirando harmoniosamente por 10 minutos.

2) Após o relaxamento, cada atleta, um a um, foi kirliangrafado no polegar mínimo.

3) Após o aquecimento, cada atleta, um a um, foi submetido à corrida de 100 metros (tiro de cem metros), em esforço máximo, como se tivesse participado de uma competição. Escolheu-se a distância de 100 metros, para se estabelecer um padrão que proporcionasse a testagem do experimento, em outras experiências. E ainda, para que o atleta fosse submetido a um esforço semelhante ao da competição.

4) Logo após a corrida o atleta foi novamente kirliangrafado no dedo polegar mínimo. Para que o atleta atingisse o esforço máximo, foi solicitado que o mesmo procurasse atingir o tempo da sua melhor marca na última competição. Com isso, conseguiu-se kirliangrafar a todos os atletas escolhidos.

Obtiveram-se nesse experimento quarenta (40) fotos antes e quarenta (40) fotos após o esforço. Com as repetições subsequentes da experiência, realizadas em Agosto e Outubro nas mesmas condições da primeira obteve-se mais cento e sessenta (160) fotos, perfazendo-se o total de duzentos e quarenta (240) fotos, cento e vinte (120) fotos antes e cento e vinte (120) depois.

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS: Em primeiro lugar foi analisada a foto kirlian de um dedo qualquer, através do esquema kirliangráfico (fig. 2, pag. 5), proposto pelo modelo apresentado por MILHOMENS (1988, pag. 47). Nesse esquema distingue-se as seguintes regiões: dedo, corona, zona fronteiriça e zona do meridiano, já definidos na definição de termos (pags. 5 e 6). A importância desse esquema é fundamental para se poder fazer a comparação das fotos que apresentaram as variações energéticas. No esquema, existe uma parte escura que é o dedo e onde, às vezes aparecem papilas digitais, que não têm nenhuma importância na análise kirliangráfica.

Em torno e próximo do dedo, geralmente aparece uma coloração branca, podendo ser de maior ou menor extensão, coloração que comumente aparece nas kirliangrafias, bem próximo à zona fronteiriça, entre o dedo e a corona, caracteriza um campo energético, organizado e programado, que determina um estado de consciência a nível racional e, que pode variar de acordo com o seu tamanho e aspecto, indicando o seu maior ou menor desenvolvimento, a sua maior ou menor utilização. Supõe-se que este nível está ligado intimamente ao sistema nervoso.

Nas fotos tomadas durante as experiências, esse nível energético se apresentou muito diminuído, durante o período do esforço físico. O autor da tese não sabe explicar porque isso aconteceu. Mas, supõe que seja porque esse nível racional não foi solicitado durante o esforço. Sugere a quem interessar, uma pesquisa me relação a esse nível.

Numa foto kirlian normal, o halo energético, apresenta-se estriado e essas estrias são perpendiculares às bordas dos dedos. Uma pessoa saudável, descansada, tranquila, apresenta configuração do esquema abaixo, cujo modelo está na figura 7 que é a foto de um atleta em repouso.

Foto de um atleta em repousoFigura 7

Segundo o estudo, preocupou-se exclusivamente a observar, no modelo proposto, as variações da energia vermelha, que é responsável pelo comando das ações voluntárias ativas, motoras, agressivas. Essa energia vermelha apresenta-se na kirliangrafia subdividida em dois níveis, uma energia de cor vermelho-rosa e outra de cor vermelho-carmim.

CONSTATAÇÕES: Utilizando-se o padrão kirliangráfico (figura 2 da pag. 5) como padrão de comparação das fotos tiradas, observou-se conforme o quadro demonstrativo abaixo, que as fotos kirliangrafadas antes (figura 7, pag. 50 e figura 8 pag. 52), não havia nenhuma alteração no padrão observado, mas nas cento e vinte (120) fotos kirliangrafadas após o esforço máximo, a alteração ocorreu. Quadro 2.

QUADRO 2. DISTRIBUIÇÃO DOS RESULTADOS DAS OBSERVAÇÕES DAS ALTERAÇÕES KIRLIANGRÁFICAS:

Distribuição dos Resultados das Observações das Alterações KirliangráficasQuadro 2

Observando e comparando as fotos conforme estabelecido, conclui-se que:

1) O estímulo forte altera a kirliangrafia. Figura 9 – pag. 52 e Figura 10 – pag. 53. Na figura 9 a alteração ocorre se a energia vermelha estivesse escapando pelo quadrante médio. Observou-se o espaço vazio que existe no meio do escapamento da energia vermelha, mostrando o desaparecimento de parte da corona nesse quadrante.

Configuração Kirliangráfica de um Atleta em RepousoFigura 08 – Pg52
Configuração Kirliangráfica de um atleta após esforço intensoFigura 09 – Pg52

Na figura 10 – pag. 53 o quadro apresentado é mais demonstrativo do que o anterior para mostrar as variações das alterações bioenergéticas ocorridas após o estímulo forte. Essas alterações ocorrem como se as energias estivessem em total agitação, desalinhando as colorações específicas de cada quadrante. As energias ficaram misturadas em todos os quadrantes.

Configuração kirliangráfica de um atleta após esforço intensoFigura 10 – Pg53

2) Essas alterações ocorrem em quase todos os quadrantes como mostram as figuras 11, 12, 13 e 14, todas essas figuras tiradas de atletas após esforço intenso.

Configuração Kirliangráfica de um atleta após esforço intensoFigura 11 – Pg 54

Configuração Kirliangráfica de um atleta após esforço intensoFigura 12 – Pg 55

Configuração Kirliangráfica de um atleta após esforço intensoFigura 13 – Pg 56

Configuração Kirliangráfica de um atleta após esforço intensoFigura 14 – Pg 57

3) As variações das cores vermelhas ocorrem como se estivessem escapando para fora dos quadrantes, modificando totalmente o padrão kirliangráfico, mostrado nas figuras 9, 10, 11 e 13.

4) O quadrante médio, algumas vezes, fica totalmente vazio, como se a energia vermelha tivesse totalmente desaparecido, figuras 12 e 14. A figura 11 é uma foto bastante interessante de se estudar. Nela aparecem variações energéticas diferentes. Na região central da figura, que corresponde a impressão do dedo, aparece uma energia verde, que o autor da presente tese não sabe a que corresponde.

5) As fotos observadas após o estímulo forte, apresentaram também outras cores, que não foram levadas em consideração para efeito dessa pesquisa.

CONCLUSÕES:

A) Quando há um estímulo forte no treinamento de um atleta há uma alteração nas energias observadas na kirliangrafia. No presente estudo, procurou-se observar apenas a energia vermelha.

B) Essas alterações foram observadas em quase todos os quadrantes do modelo padrão kirliangráfico.

C) As modificações kirliangráficas ocorridas com a energia vermelha pesquisada se apresentavam nas fotos, como se estivessem escapando dos quadrantes.

INDAGAÇÕES:

1) Serão essas alterações energéticas importantes para se estabelecer um padrão para avaliar um treinamento e verificar a saúde de um atleta?

2) Como seria esse padrão e quais os fatores kirliangráficos que o determinariam?

3) Seria possível usar esse padrão como fator de avaliação para qualquer tipo de atividade física e/ou esportiva?

As questões colocadas sugerem a necessidade de confirmar esta linha de pesquisa, que promete ser de grande valor diagnóstico, preventivo e aconselhativo. Provavelmente as áreas enriquecidas com as respostas cientificamente formuladas não serão apenas a saúde, a motricidade, desempenho físico e energia, mas o conhecimento melhor deste microcosmo que é o ser humano.

Comentários a: "ALTERAÇÕES KIRLIANGRÁFICAS NA ATIVIDADE DESPORTIVA" (4)

  1. Marcus Vinicius de Almeida Gomes said:

    Amei. Eu preciso de informações sobre bioeletrografia e aura humana. Pois algumas pessoas falam que é um estudo da aura e outras pessoas dizem que não. Embora eu acho que existem dois tipos de aura: a do campo superior que são as sete camadas e a do campo inferior que esta contida do duplo etérico que é o vapor que exalamos no nosso corpo físico. Isto procede?
    obrigado antecipadamente pela atenção.

    • Olá Marcus,
      Antes de entrarmos diretamente na explicação, precisamos ter uma noção básica do fenômeno elétrico conhecido como Ionização.
      Para melhor entender a Ionização, deveremos fazer uma revisão no nosso conceito de átomo e de seus componentes principais, o núcleo e a eletrosfera. No esquema simplificado de um átomo, apenas com a finalidade de memorização, podemos observar os elétrons girando na eletrosfera, em torno do núcleo atômico formado de prótons e nêutrons.
      Se um elétron, por um motivo qualquer, se desprende do átomo deixando de girar em torno do núcleo, e sai viajando livremente, entre os demais átomos do meio ambiente, recebe o nome de “elétron livre”. Toda vez que um “elétron livre” volta a ser um elétron comum emite um “fóton de luz”, ou seja, produz luz, ilumina o ambiente.
      Na realidade, todo elétron livre é um íon, bem como todo e qualquer átomo que esteja desfalcado de elétrons no último orbital também é chamado de íon. Os elétrons livres são os íons negativos e os átomos que perderam elétrons são os íons positivos.
      Nos gases e vapores, os átomos e os íons são ainda muito mais livres e afastados do que nos líquidos. Quando ocorre a ionização num meio gasoso e/ou vaporoso, quase que imediatamente, todo o ambiente fica iluminado.
      Como resultado do metabolismo celular de nossos corpos, diversas substâncias químicas são liberadas e, no final, são exaladas sob a forma de gases e/ou vapores pelos poros da pele, como o suor, uréia, CO2, NH4, SO2, etc, inclusive os feromônios. Este fato pode ser demonstrado através de um Espectrofotômetro. Na atualidade, utiliza-se demais o espectrofotômetro para fazer-se análises químicas muito precisas, pois toda e qualquer substância produz um “espectro” de cores e estruturas geométricas diversas, hoje em dia, muito bem conhecidas e até mesmo catalogadas. Os gases e vapores exalados pelos nossos corpos, inclusive os feromônios, também podem ser quimicamente identificados por este processo.
      Abraço, Flavia.

  2. Marcus Vinicius de Almeida Gomes said:

    Boa tarde
    eu gostei muito
    gostaria de saber se o Sr consegue distinguir a aura do campo áurico superior (as camadas de energias) e o campo áurico inferior (aura do duplo etérico). por favor mande a resposta em Português e não em inglês. o meu inglês é grego.
    antecipadamente agradeço a atenção.

  3. Marcus Vinicius de Almeida Gomes said:

    ok entendi
    desculpe
    não ter visto antes o seu comentário
    Dr Flavia
    então por este motivo os gases promovidos pelo duplo etérico não produzem nenhum fenômeno relacionados a Aura de nenhum campo inferior
    eu digo isso porque nós sabemos que no duplo etérico encontramos um mapa do meridiano de acupuntura e os chacras, se não me engano, e é nos chacras e neste mapa que vamos encontrar as interligações invisíveis aos nossos olhos, mais visíveis e detectáveis na kirliangrafia dos caminhos percorridos por uma energia. e esta energia percorrendo estes mapas vão direto aos dedos das mão e dos pés nos dando alguns possíveis diagnósticos de como esta o indivíduo física, emocionalmente, espiritualmente, etc. e tendo em vista esta relação não seria possível juntarmos as informações dos campos áuricos superiores com as do campo áurico inferior e verificarmos possíveis diagnósticos?
    obrigado pela atenção novamente.

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